terça-feira, 9 de outubro de 2012

Matador!!! Killing Chainsaw

Obstinação talvez seja a palavra que (supostamente) descreve esse artigo.

Eu sou apenas um adolescente frustrado do século XXI, consequentemente não tenho muita ideia, ou quase não tenho, do que ocorreu no cenário underground dos anos 90 no Brasil. Pessoas saudosistas, são apaixonadas pelos clássicos musicais daquela época, alguns pela MTV Brasil, onde houveram muitas bandas incrivelmente boas que, infelizmente, não foram pra muito longe, dentre elas posso citar: brincando de deus, Pin Ups, Second Come, etc... Porém, a que mais se destacou e também chamou minha atenção de uma forma assustadora foi o Killing Chainsaw.

Essa banda que laçou meu coração de primeira ouvida, me faz ter certeza em dizer: é uma das melhores bandas que eu já ouvi em minha vida. Fonte de inspiração pioneira para mim, esse grupo do interior paulista mudou minha vida quando, certo dia, um amigo meu me mandou a música "Raise". Ele apenas disse "Velho, essa banda é a sua cara"... (confesso que ja tinha visto um vídeo no youtube antes, mas por um certo preconceito não tive nem a curiosidade de prestar atenção.)
Pois então, eu aperto o 'play' naquela música e PÁ! Meu coração explode em pedaços orgástiscos de sentimento puro e explosivo, milhões de frangalhos de um prazer surreal, um Nirvana musical(?) haha
 É verdade, uma banda quase que desconhecida atualmente fez com que uma pessoa tenha a benção de receber tudo isso.

Pois bem, eu roubo o título desse post de um vídeo de um show do Killing que tem no youtube. Acho que de todas as coisas que li sobre essa banda, essa pequena frase foi a que eu achei mais coerente com o que a banda consegue arremessar nos ouvidos de quem a escuta

O Killing Chainsaw foi formada no final dos anos 80 por 4 amigos na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. O grupo se atrelou a cena recém-formada do que se chamava então de grunge. Mas, não foi apenas uma banda boa como várias que existiram nessa cena. O Killing foi muito além disso. Misturando seus poderosos riffs repletos de sujeira com extremos noises à la Sonic Youth(principalmente no primeiro disco),foram além dessa estagnação musical brasileira, sendo reconhecidos nacionalmente e até classificados como "a banda grunge brasileira" por muitos jornais e inclusive foram materia do "A Folha de São Paulo". Logo depois, lançaram seu segundo disco, que não deixou de seguir a mesma linha do primeiro. Esse disco (Slim Fast Formula) foi um estouro total. Possuidor claro de inflûencias como Nirvana (principalmente na era Bleach), Helmet e Melvins, esse obra majestosa teve reconhecimento internacional, e segundo algumas fontes em que li, estupidamente vendido na França. Não é a toa que quando Kurt Cobain veio aqui no Brasil, de imediato fez questão de comprar o primeiro disco da banda. Dizem alguns rumores que ao ouvir o Killing, Kurt Cobain disse com outras palavras que o Killing Chainsaw tinha tudo que o Nirvana sempre quis ter e nunca conseguiu, principalmente pela sujeira e influências do Sonic Youth (para quem não acredita, veja com seus proprios olhos:http://userserve-ak.last.fm/serve/_/69041026/Killing+Chainsaw+Kurt+with+Killing+Chiansaw+alb.jpg)

Mesmo com esse sucesso, isso não foi o suficiente nem o que a banda merecia e depois de uns anos após o lançamento do Slim Fast Formula, a banda se desfez, e seus membros seguiram rumos diferentes, criando até novas bandas.
Bom, perdoem-me toda a empolgação, mas vai a dica ai para quem gosta de música com riffs destruidores e explosivos, impossibilitando a calma do ser humano quando este a ouve.


Discografia:

-Early Demons(1989)-compilação de demos- http://www.mediafire.com/?4mf95c8c6i96cor
-Killing Chainsaw(1992): http://www.mediafire.com/?30saqlt1tcbwbht
-Slim Fast Formula(1994): http://www.mediafire.com/?7ihicz3gcu7pawb


Membros: 

Rodrigo Gozo (guitarra e vocais)
Rodrigo César (guitarra e vocais)
Gérson (baixo)
Pedrinho (bateria)





sábado, 6 de outubro de 2012

Pavement: Tortos Com Muita Classe

Com seu jeito bagunçado porém extremamente pop, o Pavement construiu sua carreira de algum sucesso. Quebrando com tudo de convencional, o conjunto simplesmente debocha de sua cara, faz com que você deseje estar debaixo da terra e principalmente, faz você pedir mais. Tudo a sua volta se destrói enquanto a música vai se construindo, e você inevitavelmente entra no curso.

O Pavement em seus primeiros anos e principalmente em seu primeiro álbum, Slanted and Enchanted, apresenta-se de um modo lo-fi e muito barulhento. Apartir do segundo, Crooked Rain, Crooked Rain, algumas coisas mudam e as canções que antes eram pop em sua essência, passam a ser também em aspectos técnicos. Em resumo: a banda alinha tudo que é necessário para ser vendável no mundo e ao mesmo tempo tudo que é até evitável, e com isso, emplaca alguns hits com um BOM sucesso como Cut Your Hair e até Stereo e Range Life que se tornaram clássicos dos anos 90. A banda começa no final dos anos oitenta e permanece lançando trabalhos até 1999 quando anuncia hiato indefinido, voltando a fazer shows somente em 2010.

Com suas guitarras barulhentas, acordes de outro mundo, letras sinceras e vozes desleixadas, o Pavement mostra que você é um idiota e que é possivel fazer qualquer coisa sem ser necessáriamente especial e ter um dom (apesar de inegavelmente terem).


Discografia:

Slanted and Enchanted (1992) - http://www.mediafire.com/?fypeernqsfp7wps
Crookes Rain, Crooked Rain (1994) - http://www.mediafire.com/?5yhz29f8si2aiv7
Wowee Zowee (1995)
Brighten the Corners (1997)
Terror Twilight (1999)

Pavement é:

Stephen Malkmus (guitarra, vocais)
Bob Nastanovich (percussão, vocais, teclado, gaita, efeitos.................)
Scott Kannberg (guitarra, vocais)
Steve West (bateria)
Mark Ibold (baixo)

Ride: Do Shoegaze ao Britpop

O Ride, pra mim, foi uma banda, um pouco injustiçada. Claro que ela fez o seu sucesso enquanto esteve presente, mas acho que não tanto quanto merecia. Quem ouve o primeiro CD (Nowhere) sabe do que eu estou falando.
Enfim, não é sobre isso que venho escrever.

Ride, foi uma banda da cidade de Oxford, Inglaterra, do final do anos 80, mas teve o seu brilho durante os anos 90. Foi formada pelos amigos Andy Bell e Mark Gardener, que depois encontram os outros dois membros, Steve Queralt e Loz Colbert. No seus primeiros dois discos havia um notório shoegaze, com arranjos maravilhosos e canções de emocionar, tal como Vapour Trail. Seu segundo disco, Going Blank Again, foi tão bem recebido quanto o primeiro, mas a partir do Carnival Of Light, a banda resolve mudar um pouco de estilo e chega a cena brit pop(mesmo estilo de bandas como Blur e Elastica).

O Ride fez sua marca na história também como bandas como My Bloody Valentine e Lush e após seu termino Andy Bell foi guitarrista do Oasis.

Discografia:
    Nowhere(1990): http://www.mediafire.com/?48ew7hpkbp33bva
    Going Blank Again(1992): http://www.mediafire.com/?25ujcv7idr84b48

     



 Carnival Of Light(1994): http://www.mediafire.com/?6sw0paa9qp87t8l
    
Tarantula(1996)





                                                          
       Ride é:
                                                                 
      Mark Gardener(guitarra, vocais)
      Andy Bell(guitarra)
      Steve Queralt(baixo)
      Loz Colbert(bateria)

                                                                    

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Voltando De Lugar Nenhum

Uma breve apresentação que julgamos ser necessária.

Sabemos que ninguém lê isso, mas também nós não estamos interessados num discurso. Só explicando a situação: Já tivemos a experiência frustrada de montar um blog de música, não dando certo devido a irresponsabilidade e falta de compromisso de Bruno Moura(um dos escritores).

Mas, no ano em que não deveriamos ter tempo para essas coisas, decidimos voltar com esse nosso projeto que sempre foi uma tentação. Resumindo, o Messy Songs é apenas um blog como qualquer outro, que irá compartilhar um pouco do gosto pela música que seus criadores têm, e postar artigos sobre bandas que nós admiramos. Nada de futilidades, apenas pontos de vista.

Agradecidos,
                                          
                         Gabriel Bastos e Bruno Moura.